
A cirurgia plástica é uma das especialidades médicas que mais desperta interesse, mas também está entre as que mais enfrentam litígios judiciais e éticos. Embora parte da população associa esse tipo de cirurgia apenas à estética, muitos conflitos entre pacientes e profissionais nascem de problemas que poderiam ser evitados com cuidados específicos que vão muito além do bisturi. Especialistas afirmam que a prevenção jurídica começa bem antes da sala de cirurgia.
Entre os principais fatores para reduzir litígios estão a comunicação clara com o paciente, documentação adequada e contratos bem elaborados, que incluem desde o consentimento informado até explicações detalhadas sobre riscos e expectativas realistas. A falta de um termo de consentimento completo, por exemplo, é uma das causas mais recorrentes de processos, porque pode ser interpretada como falha na orientação. Além disso, a gestão de expectativas — mostrando ao paciente o que é e não é possível com o procedimento — tem papel determinante para evitar frustrações e questionamentos posteriores.
Outros pilares incluem o registro fotográfico adequado, suporte pós-operatório documentado e estratégias de comunicação preventiva que demonstrem cuidado e transparência ao longo de todo o atendimento. A combinação desses fatores não apenas melhora a confiança do paciente, como também cria um conjunto robusto de evidências que pode ser decisivo em uma eventual disputa jurídica. Cirurgiões que aplicam essas práticas com consistência conseguem reduzir significativamente os riscos de litígios e atuar com mais tranquilidade e segurança profissional.