
A divulgação de aparelhos médicos nas redes sociais e em materiais publicitários tem se tornado cada vez mais comum, especialmente em clínicas que buscam atrair novos pacientes por meio da tecnologia disponível. No entanto, muitos profissionais desconhecem que essa prática é regulada por normas éticas e legais, principalmente pelos conselhos de classe e pela legislação sanitária, que impõem limites claros sobre o que pode ou não ser anunciado.
De forma geral, é permitido informar que a clínica possui determinados equipamentos, desde que a divulgação tenha caráter educativo e informativo, sem promessas de resultados, comparações com outros profissionais ou indução ao consumo. O problema surge quando o anúncio transforma o aparelho em argumento de superioridade técnica, sugere garantias de eficácia ou utiliza imagens que possam ser interpretadas como propaganda enganosa.
Além disso, o descumprimento dessas regras pode gerar consequências como advertências éticas, multas, processos administrativos e até questionamentos judiciais por publicidade abusiva. Por isso, a divulgação de equipamentos deve ser feita com cautela, linguagem neutra e alinhamento às normas do conselho profissional e da Anvisa, evitando riscos desnecessários para a imagem e a segurança jurídica da clínica.